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UE propõe acesso gradual de menores às redes sociais

União Europeia Propõe Acesso Gradual às Redes Sociais para Menores

A União Europeia informou nesta segunda-feira (13) que está se preparando para implementar um acesso "progressivo e gradual" de crianças e adolescentes às plataformas digitais, com o objetivo de protegê-los de potenciais riscos online. A abordagem é resultado de recomendações de especialistas que avaliam a segurança digital para os mais jovens.

Análise de Modelo Australiano

O bloco europeu analisa a possibilidade de estabelecer uma "maioria digital", inspirada em um modelo semelhante adotado pela Austrália no ano passado. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, destacou a importância de conduzir essa questão com cautela. "A infância é um período extraordinário e delicado para o desenvolvimento do cérebro. Devemos considerar o acesso progressivo a redes sociais para diferentes faixas etárias", afirmou.

Requisitos de Proteção e Novas Normas

Von der Leyen anunciou que um projeto de lei será apresentado "após o verão". Um painel de especialistas, incluindo médicos, acadêmicos e representantes da juventude, elaborou um relatório que contém diversas recomendações. Entre elas, destacam-se:

Além disso, os países da UE terão liberdade para implementar proibições nacionais para acesso de menores de 13 anos, enquanto que todos os cidadãos europeus atingiriam a “maioridade digital plena” aos 18 anos. Von der Leyen enfatizou que as plataformas precisam demonstrar que seus serviços não causam danos, lembrando que a responsabilidade pela segurança dos produtos é crucial.

Pressão sobre Redes Sociais

Nos últimos meses, a UE intensificou a pressão sobre as redes sociais para que considerem o bem-estar físico e mental dos usuários. Recentemente, Bruxelas exigiu que Facebook e Instagram modifiquem suas funções viciantes, com a ameaça de multas severas, seguindo um alerta semelhante ao TikTok em fevereiro.

Divergências entre Estados-Membros

Embora algumas nações, como França, Espanha e Dinamarca, já tenham adotado ou estejam considerando restrições ao acesso de crianças às redes sociais, a questão gera controvérsias. Países como a Estônia se opõem a essas proibições. A implementação de regulamentos comuns pode evitar um mosaico de legislações e facilitar a aplicação das regras nas plataformas digitais.

Novas Normas à Vista

A Comissão Europeia, que atua como o braço executivo do bloco, dará atenção especial às propostas nacionais e integrará esses esforços em uma proposta harmonizada. O comissário de proteção do consumidor da UE, Michael McGrath, anunciou novas normas previstas para o final deste ano, que oferecerão maior proteção às crianças contra designs viciantes que capturam a atenção e influenciam o comportamento.

Com informações de: G1.

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