Tecnologia

Trump determina que órgãos federais dos EUA suspendam uso da IA da Anthropic

Trump Ordena Interrupção de Uso de Inteligência Artificial da Anthropic

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (27) uma diretiva para que todas as agências federais cessem imediatamente o uso de tecnologias de inteligência artificial da Anthropic, empresa responsável pelo modelo Claude, que se posiciona como rival do ChatGPT. A decisão ocorre em meio a um bloqueio da Anthropic ao uso de seus modelos na vigilância em massa de cidadãos e em sistemas de armamento autônomos.

Segurança Nacional em Jogo

Em postagens em sua rede social, Trump expressou que os Estados Unidos não permitirão que a Anthropic determine a operacionalidade das Forças Armadas. "O egoísmo deles está colocando vidas americanas em risco", afirmou, sublinhando que a decisão sobre o uso militar deve ser prerrogativa dos líderes militares designados.

Ele ressaltou ainda que a Anthropic deve colaborar durante um período de transição de seis meses para que órgãos como o Departamento de Guerra interrompam o uso de seus produtos. "Se a empresa não se organizar, usarei todo o poder da presidência para obrigá-la a cumprir, com graves consequências", avisou.

Contrato com o Pentágono

Atualmente, a Anthropic possui um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono para desenvolver modelos de inteligência artificial voltados para diversas aplicações militares. O modelo Claude, por exemplo, foi empregado durante uma operação que resultou na deposição do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, segundo informações do "The Wall Street Journal".

Embora a empresa reconheça que seus sistemas foram utilizados para defender o país, Dario Amodei, CEO da Anthropic, mantém uma postura ética firme, afirmando que não pode permitir o uso dessas ferramentas para vigilância massiva ou armamentos autônomos.

Ultimato e Reações

A declaração de Trump se alinha ao ultimato dado ao diretor-executivo da Anthropic, que se reuniu com o secretário de Guerra, Pete Hegseth, na última terça-feira (24). Na ocasião, o Pentágono deixou claro que a empresa deveria aceitar as condições do governo ou enfrentaria um cumprimento forçado com base na Lei de Produção de Defesa, que concede ao governo federal a capacidade de priorizar necessidades de segurança nacional.

Amodei reiterou sua preocupação com a ética da inteligência artificial, afirmando que "o uso desses sistemas para vigilância em massa é incompatível com os valores democráticos", além de questionar a confiabilidade dos modelos para comandar armamentos letais sem intervenção humana.

Considerações Finais

A tensão entre o governo dos EUA e a Anthropic destaca a complexa interseção entre tecnologia, ética e segurança nacional. Com a pressão crescente do governo, o futuro da parceria entre a empresa e as forças armadas se torna incerto.

Com informações de: G1.

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