Apple e Intel Anunciam Parceria para Fabricação de Chips nos EUA
O presidente da Apple, Tim Cook, e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciaram que a Apple começará a trabalhar em conjunto com a Intel para projetar e fabricar chips dentro do território norte-americano. A informação foi divulgada por Trump em uma publicação na rede social Truth Social na última quinta-feira (18).
Acordo Preliminar Entre Apple e Intel
De acordo com o Wall Street Journal, a Intel e a Apple firmaram um acordo preliminar após mais de um ano de negociações sobre a fabricação de chips. No entanto, ambas as empresas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a declaração de Trump.
Diversificação da Cadeia de Produção
Essa colaboração representa um passo importante para a Apple, que busca diversificar sua cadeia de produção de chips. Atualmente, a fabricante do iPhone é fortemente dependente da TSMC, cujas linhas de fabricação enfrentam alta demanda, especialmente de empresas de inteligência artificial como Nvidia e AMD.
Implicações para a Intel
Para a Intel, a parceria com a Apple pode garantir uma demanda constante de um dos maiores players do mercado de eletrônicos de consumo. Além disso, o acordo pode fortalecer a posição da Intel no setor de fabricação de chips, que perdeu espaço para a TSMC nos últimos anos.
Reação do Mercado
Após o anúncio da parceria, as ações da Intel experimentaram um crescimento de cerca de 6,5% nas negociações pré-mercado, triplicando os ganhos acumulados pela companhia em 2023. Recentemente, a Intel havia informado que sua nova tecnologia de fabricação 18A já havia iniciado produção, em meio a uma forte demanda por seus processadores centrais.
Esforços do Governo dos EUA
Este potencial acordo surge em um momento em que o governo Trump intensifica esforços para fortalecer a cadeia de suprimentos de semicondutores nos Estados Unidos, buscando reduzir a dependência da China. No ano passado, a administração adquirira uma participação de 10% na Intel e anunciou um investimento de aproximadamente US$ 10 bilhões na empresa para expansão de fábricas no país. Trump havia mencionado anteriormente que "deveria ter pedido mais" participação acionária na Intel, após a valorização da fatia do governo, que supera US$ 50 bilhões.
Com informações de: Wall Street Journal.
