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Powerbank explode durante voo e gera alerta sobre regras e riscos

Incidente com avião da Latam: explosão de carregador portátil gera alerta sobre segurança

Uma aeronave da Latam passou por uma situação de emergência nesta quinta-feira (29) ao desviar sua rota após a explosão de um carregador portátil a bordo. O voo, que partia de São Paulo com destino a Brasília, fez um pouso forçado em Ribeirão Preto, São Paulo. O incidente levantou preocupações sobre os riscos associados ao uso de baterias eletrônicas em voos comerciais.

Pouso de emergência e atendimento aos passageiros

Durante o incidente, pelo menos três passageiros apresentaram mal-estar e receberam atendimento logo após o pouso. Felizmente, nenhum deles necessitou de encaminhamento a hospitais. O evento, embora alarmante, não resultou em feridos graves, mas ressalta a necessidade de atenção aos equipamentos eletrônicos durante viagens aéreas.

Incidentes anteriores e aumento de riscos

O caso não é isolado. Em agosto de 2025, um incidente semelhante ocorreu em um voo de São Paulo a Amsterdã, onde um powerbank pegou fogo, provocando pânico entre os passageiros. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o interior da aeronave tomado por fumaça, evidenciando a gravidade desses eventos.

Normas da Anac para transporte de baterias

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) possui diretrizes específicas para o transporte de carregadores portáteis e baterias. As principais regras incluem:

Além disso, as baterias devem ser acondicionadas adequadamente, de preferência em embalagens originais ou com terminais isolados.

Como compreender a capacidade das baterias

A capacidade das baterias é frequentemente indicada em miliampère-hora (mAh) e pode ser convertida para watt-hora (Wh) utilizando a voltagem média, que normalmente é cerca de 3,7 V. Para referência:

Embora a capacidade influencie a intensidade de um incêndio, especialistas afirmam que não aumenta a probabilidade de explosões.

O risco durante o voo: esclarecimentos de especialistas

Contrariamente à crença popular, as baterias de íon de lítio não têm maior chance de explodir durante voos. Segundo Kim Rieffel, vice-presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (Abriq), os principais fatores de risco são a temperatura excessiva e impactos físicos. Por isso, as baterias são proibidas na bagagem despachada, onde o controle ambiental é mais limitado.

Além disso, produtos não homologados pela Anatel voltam a ser destacados como riscos potenciais. Fábio Delatore, professor do Instituto Mauá de Tecnologia, recomenda o uso de dispositivos confiáveis, e sugere que o consumidor fique atento a produtos muito baratos e de fabricantes duvidosos.

Casos semelhantes de explosões em aeronaves

A explosão de baterias em aeronaves não é um fenômeno incomum. Em outubro de 2025, um voo da Air China teve que lidar com um incêndio provocado por uma bateria de lítio. A tripulação conseguiu controlar rapidamente a situação, sem feridos. Outro exemplo ocorreu em março de 2025, quando um carregador de celular incendiou-se em um voo em Hong Kong, mas os passageiros conseguiram apagar as chamas.

Esses incidentes ressaltam a importância da conscientização sobre a segurança no transporte de equipamentos eletrônicos.

Com informações de: G1.

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