Meta é acusada de divulgar nudez e dados de usuários com óculos inteligentes

Meta é processada por exposição da privacidade de usuários de óculos inteligentes
A Meta Platforms, empresa de tecnologia fundada por Mark Zuckerberg, está enfrentando um processo judicial nos Estados Unidos por supostamente violar a privacidade dos usuários de seus óculos inteligentes, como o Ray-Ban Meta. A ação, registrada em um tribunal da Califórnia, levanta graves preocupações sobre o manuseio de imagens íntimas e dados pessoais por funcionários terceirizados.
Exposição de Momentos Íntimos
O processo alega que funcionários da Sama, uma empresa terceirizada situada no Quênia, tiveram acesso a gravações feitas pelos óculos inteligentes. Essas imagens incluem cenas de usuários em momentos privados, como em banheiros ou durante relações sexuais. A denúncia ganhou repercussão após uma reportagem publicada por veículos suecos, que revelou a rotina dos trabalhadores dedicados à análise de conteúdo.
Funcionários relataram situações delicadas, afirmando que visualizaram vídeos de pessoas se preparando para sair do banheiro ou de interações íntimas. "Acho que eles [os usuários] não sabem, porque, se soubessem, não estariam gravando", comentou um dos trabalhadores. Essa atividade inclui treinar a inteligência artificial da Meta para reconhecer objetos, mas expõe os colaboradores a situações constrangedoras.
Termos de Uso Contestados
De acordo com os termos de serviço da Meta, as interações e registros criados com os óculos podem ser acessados para análise. A empresa afirma que as imagens são borradas antes da revisão para proteger a privacidade dos envolvidos. No entanto, fontes indicam que o sistema não atua de forma eficaz, permitindo que rostos sejam reconhecidos em algumas situações.
O processo destaca que a Meta promoveu seus produtos com a promessa de que os usuários teriam controle sobre suas informações. "Você está no controle de seus dados e conteúdo", afirmava um dos anúncios da empresa, que agora é questionado pela alegação de propaganda enganosa.
Reação da Meta e Órgãos Reguladores
A Meta, em resposta às acusações, reiterou que os óculos não realizam gravações contínuas, mas apenas após um comando de voz ou botão físico ser acionado. Além disso, o Escritório do Comissário de Informações do Reino Unido (ICO) também está investigando a situação, exigindo esclarecimentos sobre os dados coletados e seu uso, ressaltando que a transparência é fundamental para dispositivos que processam informações pessoais.
Com informações de: G1



