Investigação da Comissão Europeia sobre Chatbot de Elon Musk
A Comissão Europeia anunciou uma investigação formal sobre o chatbot de inteligência artificial Grok, desenvolvido por Elon Musk. O foco da investigação é a criação de imagens íntimas falsas e seu cumprimento com as legislações digitais da União Europeia.
Questões Legais e Cumprimento de Normas
A deputada europeia Regina Doherty revelou, nesta segunda-feira (26), que a investigação avaliará se a rede social X está atendendo às suas obrigações legais. Isso inclui a mitigação de riscos, a governança de conteúdo e a proteção de direitos fundamentais. "Este caso levanta questões muito sérias sobre se as plataformas estão cumprindo suas obrigações legais", afirmou Doherty.
Críticas e Tensão Internacional
O caso também pode gerar tensões entre a União Europeia e a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A repressão da UE às grandes empresas de tecnologia já provocou críticas e ameaças de tarifas comerciais vindas dos EUA. Segundo a parlamentar, a situação pode deteriorar ainda mais as relações bilaterais.
Respostas e Medidas da xAI
Até a publicação desta matéria, nem a Comissão Europeia nem a rede social X se pronunciaram oficialmente sobre a investigação. Contudo, a xAI, a empresa de Elon Musk, havia relatado previamente que implementou ajustes para bloquear a geração de imagens de pessoas reais com roupas reveladoras, especialmente em "jurisdições onde isso é ilegal". Apesar disso, muitas imagens de mulheres e crianças sem roupas continuam a ser compartilhadas na plataforma.
Regulação e Segurança Online
Doherty destacou que as imagens expõem fragilidades na regulamentação das tecnologias emergentes de IA. A deputada afirmou que as regras da União Europeia precisam ser efetivas na prática, enfatizando que "nenhuma empresa que opere na UE está acima da lei".
Além disso, o regulador britânico de mídia, Ofcom, também iniciou uma investigação separada para verificar se a plataforma X está cumprindo a Lei de Segurança Online do Reino Unido.
Com informações de: G1.
