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Instagram sabia de falhas na segurança para menores, afirmam testemunhas nos EUA

Meta Acusada de Ineficiência em Ferramentas para Proteger Adolescentes no Julgamento

A Meta, dona das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, está enfrentando um julgamento na Califórnia, onde 29 estados americanos a acusam de enganar o público sobre os riscos associados a suas redes sociais. Segundo as denúncias, a empresa foi omissa em reconhecer que suas ferramentas de segurança destinadas a adolescentes não funcionam de maneira eficaz.

Ferramentas de Segurança com Baixa Adoção

Documentos internos da Meta, apresentados durante o julgamento, revelam que as funcionalidades criadas para ajudar os usuários a gerenciar seu tempo nas redes sociais têm uma taxa de adesão alarmantemente baixa. A ferramenta que permite programar lembretes para parar de rolar a tela teve apenas 1,8% de adesão, e o modo de silenciar notificações noturnas foi ativado por apenas 8,7% dos usuários.

Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, não pôde confirmar os números durante seu depoimento, mas reconheceu que a empresa "sabia que as taxas de adoção seriam menores" caso as configurações não fossem ativadas automaticamente.

Reações da Justiça e Testemunhas

A juíza Yvonne Rogers expressou surpresa ao descobrir que Fogu desconhecia dados internos tão relevantes. O diretor teve um comportamento combativo em momentos do interrogatório, evidenciando um clima tenso na sala de audiência.

Outros ex-funcionários também corroboraram que as ferramentas de proteção eram ineficazes. Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta, afirmou que a funcionalidade "Take a Break" foi projetada para falhar. Outro ex-colaborador, George Volichenko, que atuou nas ferramentas de segurança do Instagram, considerou as taxas de adesão "muito baixas e decepcionantes", enfatizando a falta de interesse da liderança em promover o uso dessas funções.

Implicações do Modelo de Negócio

O modelo de negócios da Meta é atrelado à venda de publicidade, o que gera lucro quando os usuários passam mais tempo em seus aplicativos. Volichenko alertou que ativar as opções de segurança por padrão para adolescentes poderia "ter um impacto negativo considerável" na interação dos usuários, o que poderia não ser vantajoso para a empresa.

O julgamento deverá prosseguir até o final de setembro, com as alegações de que a Meta criaria suas plataformas para viciar as crianças e coletar dados pessoais.

Com informações de: G1.

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