Funcionário do Google é Preso por Uso Indevido de Informação Privilegiada em Apostas
Um engenheiro do Google, Michele Spagnuolo, foi preso sob a acusação de utilizar informações internas da empresa para realizar apostas lucrativas na plataforma de mercado de previsão Polymarket. O caso levanta questões sobre o uso de dados confidenciais no ambiente corporativo e os limites éticos das apostas.
Acusação de Abuso de Informação Privilegiada
O procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York informou que Spagnuolo, que é cidadão italiano e reside na Suíça, foi indiciado por violar leis que proíbem o abuso de informação privilegiada. De acordo com os relatos, o engenheiro teria feito apostas que resultaram em ganhos de US$ 1,2 milhão (aproximadamente R$ 6 milhões) entre outubro e dezembro de 2022.
Detalhes da Prisão e Colaboração do Google
Spagnuolo foi detido no dia 27 de maio e apresentado a um juiz federal em Nova York. Uma porta-voz do Google confirmou que a empresa está colaborando com as autoridades e que Spagnuolo foi colocado em licença, destacando que ele acessou informações de marketing disponíveis a todos os funcionários. No entanto, o uso dessas informações para apostas é considerado uma violação grave das políticas internas da empresa.
Apostas e Estratégias Utilizadas
Os documentos do tribunal revelam que as apostas mais lucrativas de Spagnuolo incluíam previsões sobre quem seria a pessoa mais pesquisada no Google em 2025. Ele apostou contra figuras conhecidas, como a modelo Bianca Censori e o ex-presidente Donald Trump, favorecendo o cantor D4vd, que havia recebido baixa probabilidade na plataforma. Com acesso a dados não divulgados, Spagnuolo teria previsto corretamente que D4vd se tornaria a pessoa mais buscada.
Investigação e Uso de Criptomoedas
A investigação foi conduzida em colaboração com o Federal Bureau of Investigation (FBI) e a plataforma Polymarket. Um porta-voz da Polymarket afirmou que a plataforma "trabalhou em estreita colaboração" com as autoridades. A negociação em blockchain, utilizada pela Polymarket, fornece rastreabilidade das transações, o que pode ter facilitado a identificação de contas associadas a Spagnuolo. Ele foi solto sob fiança de US$ 2,25 milhões.
Conclusão
O caso de Michele Spagnuolo ressalta os riscos da exploração de informações confidenciais e a necessidade de supervisão rigorosa em plataformas de apostas. A combinação de acesso a dados e atividade ilícita representa não apenas uma violação legal, mas também uma preocupação ética para o setor tecnológico.
Com informações de: G1
