França pretende banir redes sociais para usuários abaixo de 15 anos

França Propõe Proibição de Redes Sociais para Menores de 15 Anos
A França está avançando em uma proposta de lei que visa proteger crianças e adolescentes da exposição excessiva às redes sociais. O projeto, que deve ser debatido pelo Parlamento em janeiro de 2024, sugere a proibição de acesso a plataformas sociais para menores de 15 anos a partir de setembro de 2026. A iniciativa conta com o respaldo do presidente Emmanuel Macron.
Riscos do Uso Excessivo de Telas
Durante um discurso de Fim de Ano, Macron enfatizou a necessidade de proteger os jovens das consequências negativas do uso desenfreado de redes sociais. Estudos têm indicado que o uso excessivo de telas pode levar a problemas como assédio virtual, acesso a conteúdo inapropriado e distúrbios no sono. O governo francês destaca que crianças com acesso irrestrito à internet estão particularmente vulneráveis.
Detalhes do Projeto de Lei
O projeto de lei apresenta duas propostas principais:
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Proibição de Redes Sociais: O primeiro artigo tornaria ilegal o fornecimento de serviços de redes sociais para menores de 15 anos por qualquer plataforma online.
- Restrição de Celulares nas Escolas: O segundo artigo sugere uma proibição do uso de telefones celulares em escolas de ensino médio. Embora a França já tenha vetado o uso de celulares em pré-escolas e centros de ensino médio desde 2018, a aplicação dessa regra era frequentemente negligenciada até este ano.
Apoio do Senado e Próximos Passos
Recentemente, o Senado francês aprovou uma iniciativa com o objetivo de limitar o uso excessivo de telas entre adolescentes. A proposta requer que crianças de 13 a 16 anos obtenham autorização dos pais para se registrarem em redes sociais. O texto, agora encaminhado à Assembleia Nacional, provavelmente será analisado antes de se tornar uma lei efetiva.
A França se junta a outros países que buscam regular o uso de redes sociais, como a Austrália, que foi pioneira ao estabelecer limitações para menores de 16 anos.
Com informações de: AFP.



