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Celulares Android podem prever terremotos? Entenda como funciona.

Alerta de Terremoto do Google Mobiliza Venezuelanos

O sistema de alerta de terremotos do Google se mostrou crucial em 24 de junho, quando dois fortes tremores atingiram a Venezuela. Utilizando a tecnologia disponível nos celulares Android, o alerta notificou cerca de 11,4 milhões de pessoas, permitindo que muitos buscassem abrigo antes que os tremores se fizessem sentir.

Funcionamento do Sistema de Alerta

De acordo com o engenheiro de software Marc Stogaitis, o Google desenvolveu um sistema de alerta precoce para terremotos baseado nos dados coletados pela ampla rede de celulares Android. O acelerômetro dos dispositivos detecta o movimento do solo, identificando a primeira onda gerada por um sismo, conhecida como onda P. Essa informação é enviada ao servidor de detecção sísmica do Google, que analisa dados de milhões de aparelhos e emite avisos para os usuários em áreas afetadas.

A rapidez na detecção das ondas P, que se propagam mais velozmente e são menos destrutivas do que as ondas S, garante que as pessoas tenham tempo para reagir. Para que o sistema funcione, é necessário que os celulares estejam parados e conectados à internet, além de contarem com o sistema de alerta ativado.

Tipos de Alertas Enviados

Durante o evento sísmico, o Google enviou dois tipos de alertas:

Estimativas indicam que cerca de 1,4 milhão de usuários receberam o alerta mais severo, indicando a necessidade de buscar proteção imediatamente.

Impacto e Expansão Global

O sistema de alerta do Google já está presente em aproximadamente 100 países, incluindo a Venezuela, onde não há um sistema nacional de alertas. Desde seu lançamento, o alcance global de alertas precoces saltou de 250 milhões de pessoas em 2019 para 2,5 bilhões em 2025, segundo dados da empresa.

Vale ressaltar que o Google também se mobilizou para emitir alertas em outras regiões, como o Brasil, embora em um incidente sem a ocorrência de terremotos na costa paulista.

Conclusão

O sistema de alerta de terremotos da gigante da tecnologia não pretende substituir sistemas oficiais, mas sua implementação em países sem infraestrutura de monitoramento tem se mostrado vital para a proteção da população.


Com informações de: [G1]

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