Estudo Revela Uso de Inteligência Artificial no Currículo de Brasileiros
Uma nova pesquisa indica que mais da metade dos brasileiros busca emprego utilizando inteligência artificial (IA) para aprimorar seus currículos. A tecnologia é aplicada para adequar os documentos às exigências dos processos seletivos, embora especialistas sejam cautelosos quanto à homogenização dos perfis.
A Realidade do Mercado de Trabalho
Candidatos, como Camila Vogel, que após 17 anos em uma empresa decidiu retornar ao mercado, têm adotado a IA para modernizar seus currículos. "Entendi quais padrões são utilizados hoje em dia. A inteligência artificial me ajudou a identificar palavras-chave relevantes para o meu perfil", explica Camila.
Benefícios e Riscos da Padronização
A pesquisa, realizada por uma consultoria de recursos humanos com 60 mil profissionais em 36 países, revela que 53% dos brasileiros usam IA para ajustar seus currículos. Contudo, essa prática pode resultar em uma padronização excessiva. Lucas Toledo, diretor executivo do Michael Page Brasil, alerta: "Os currículos estão se tornando muito iguais, o que dificulta tanto a diferenciação dos candidatos quanto a identificação de perfis que realmente se enquadram nas vagas disponíveis."
O Papel da Experiência Pessoal
Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro, uma organização dedicada à inserção de jovens no mercado de trabalho, ressalta a importância de equilibrar a tecnologia com a individualidade do candidato. "A IA deve ser um suporte, mas não pode substituir experiências pessoais. Após utilizar a tecnologia, é crucial que o candidato complemente o currículo com elementos que refletem sua trajetória única."
Recomendações para Candidatos
Especialistas aconselham os candidatos a revisar cuidadosamente os textos gerados pela IA antes do envio. Além disso, é essencial que evitem a cópia de modelos prontos sem personalização, garantindo que suas singularidades sejam destacadas.
O uso de inteligência artificial no ambiente profissional se mostra mais frequente no Brasil do que na média global, com 71% dos profissionais afirmando utilizá-la, comparado a 64% em outras partes do mundo.
Com informações de: G1
