Brasil Propõe Diálogo com os EUA para Evitar Retaliações Comerciais
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, enfatizou a necessidade de um maior diálogo diplomático com os Estados Unidos durante uma entrevista à CNN Brasil. A discussão surge em um momento de tensão devido ao recente aumento de tarifas sobre produtos brasileiros.
Lei de Reciprocidade como Último Recurso
Em suas declarações, Viana ressaltou que a aplicação da “lei de reciprocidade" — que permitiria ao Brasil adotar medidas semelhantes contra produtos norte-americanos — deve ser considerada apenas como uma última alternativa. O presidente da ApexBrasil propôs ainda a prorrogação do prazo para a implementação das novas tarifas por mais 90 dias, buscando abrir um espaço para novas negociações entre os países.
Setores Brasileiros Ameaçados
Diversos setores da economia brasileira podem ser afetados pelas novas tarifas dos EUA, incluindo:
- Suco de laranja
- Aço
- Proteína animal
- Indústria aeronáutica
Viana citou o exemplo da tilápia, evidenciando a dependência do mercado norte-americano: dos US$ 55 milhões exportados pelo Brasil em 2024, US$ 52 milhões tiveram como destino os Estados Unidos.
Relações Históricas e Apoio Internacional
O presidente da ApexBrasil também destacou a importância histórica das relações entre Brasil e Estados Unidos, que possuem laços diplomáticos desde 1822. “Precisamos limpar a área e garantir um ambiente saudável para a negociação”, afirmou Viana.
Apesar das tensões, ele se mostrou otimista quanto ao apoio internacional recebido pelo Brasil, incluindo manifestações de solidariedade da China e da União Europeia. Além disso, Viana apontou a falta de um embaixador dos Estados Unidos no Brasil como um desafio nas negociações, mas reafirmou que as condições de mercado ainda favorecem um desfecho positivo.
Posição Estratégica do Brasil
Atualmente, os Estados Unidos ocupam o segundo lugar entre os principais parceiros comerciais do Brasil, atrás da China. Viana sublinhou que adotar uma postura pragmática e evitar reações impulsivas são essenciais para preservar o comércio bilateral diante das pressões tarifárias.
Com informações de: Revista Oeste.
