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Big techs penalizadas por falhas na proteção infantil em jogos online

Decisão Judicial Impõe Sanções a Empresas de Jogos por Uso de Loot Boxes

Indústria do Entretenimento Online em Alerta

A 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal condenou grandes empresas de tecnologia e desenvolvedoras de jogos a pagar indenizações que somam cerca de R$ 300 milhões, devido à exploração da vulnerabilidade de crianças e adolescentes por meio de loot boxes — caixas que oferecem recompensas em troca de pagamento. A decisão, que ainda permite recursos, inclui empresas como Apple, Google e Microsoft.

Ação Judicial Baseada em Leis de Proteção

A ação foi movida pela Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced), que utilizou o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código de Defesa do Consumidor como base legal. A juíza responsável pelo caso destacou a relação entre as loot boxes e os jogos de azar, ressaltando que essas práticas podem levar a comportamentos compulsivos e estresse entre os jovens.

Loot Boxes e o Risco de Comportamentos Compulsivos

Na sentença, a juíza afirmou que os usuários gastam dinheiro real em um sorteio cujo resultado é incerto e controlado pelas empresas, gerando vantagens estéticas ou de jogabilidade. "Isso confirma, no plano material, a identidade estrutural entre a funcionalidade e a mecânica de azar", declarou. A magistrada também apontou a publicidade abusiva voltada para crianças e adolescentes, aproveitando-se da deficiência de julgamento dessa faixa etária.

Medidas Obrigatórias para as Empresas

Além da indenização, as empresas deverão implementar várias medidas de proteção, incluindo:

Em caso de descumprimento dessas normas, a multa diária poderá atingir R$ 100 mil, com limite de 30 dias.

Reação da Indústria de Videogames

Em resposta à decisão, a Associação de Software de Entretenimento (ESA) afirmou que a segurança online de jogadores, especialmente de crianças, é uma prioridade. A associação destacou que o setor já possui diversos mecanismos de proteção e que continua em diálogo com autoridades para aprimorar a experiência de jogo.

Empresárias Não se Manifestam

Embora o G1 tenha tentado entrar em contato com algumas das empresas condenadas, apenas o Google se negou a comentar o caso. Outras empresas, como Ubisoft, Konami e EA Games, não se manifestaram sobre a decisão judicial até o fechamento desta reportagem.

Com informações de: G1.

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