Ataque Cibernético Atinge Instituições Financeiras no Brasil
Um ataque hacker em grande escala, que afetou pelo menos seis instituições financeiras, foi registrado na quarta-feira (2). Especialistas consideram esse incidente um dos mais graves na história do Brasil, com estimativas de perdas que podem chegar a R$ 800 milhões.
Natureza do Incidente
O Banco Central do Brasil (BC) informou que a C&M Software (CMSW), responsável por conectar bancos menores aos sistemas PIX, comunicou um ataque às suas infraestruturas. Criminosos acessaram informações confidenciais usando credenciais de clientes para tentar acessar serviços de forma fraudulenta. Este acesso indevido comprometeu dados de contas de reserva e gerou preocupações sobre a segurança do sistema financeiro.
Estimativas Financeiras
Ainda não foram divulgados todos os detalhes sobre as instituições afetadas. Fontes da TV Globo sugerem que os danos podem atingir até R$ 800 milhões. De acordo com Micaella Ribeiro, especialista em identidades e acessos da IAM Brasil, “tudo indica que esse foi o maior ataque do tipo já registrado no Brasil, embora ainda falte a divulgação do valor final”.
Thiago Bordini, gerente de cibersegurança da Logical IT, reforçou que, apesar de a situação ser alarmante, ainda carecem informações detalhadas sobre a origem do ataque. Hiago Kin, presidente do Instituto Brasileiro de Resposta a Incidentes Cibernéticos (IBRINC), concordou, afirmando que esse é, sem dúvida, o maior ataque cibernético no país.
Impactos no Sistema Financeiro
Embora as instituições afetadas tenham garantido que não houve danos diretos às contas de seus clientes, o impacto no sistema financeiro é significativo. Além do grande prejuízo financeiro, Ribeiro apontou três outros efeitos importantes:
- Reputacional: A exposição das empresas que utilizam os sistemas da CMSW.
- Sistêmico: O ataque acendeu alarmes sobre falhas na gestão de acessos e na segurança da cadeia de suprimentos.
- Operacional: A necessidade urgente de revisar protocolos de acesso e segurança foi ressaltada.
Frequência de Ataques Cibernéticos
Hiago Kin explicou que ataques desse porte ocorrem de duas a três vezes por ano no Brasil. Muitas vezes, as instituições escolhem não divulgar os incidentes, optando por absorver os prejuízos enquanto mantêm as investigações sob sigilo. A repercussão deste ataque foi ampliada pela quantidade de instituições afetadas.
Reação do Mercado e Vigilância Regulatória
A especialista Micaella Ribeiro acredita que o incidente deve chamar a atenção de reguladores, como o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional, que estão atentos ao risco sistêmico ligado à digitalização do setor financeiro. "O controle de acessos se tornou um dos maiores pontos de vulnerabilidade da segurança financeira", concluiu.
Este ataque destaca a importância de uma abordagem robusta de segurança, onde até mesmo instituições com rigorosas políticas podem estar sujeitas a riscos por meio de seus fornecedores.
Com informações de: G1.
