Vídeos de Alimentos que Falam Viralizam nas Redes Sociais
Conteúdos criativos como vídeos de alimentos que "falam" têm conquistado as redes sociais, especialmente TikTok e Instagram. Com a ajuda da inteligência artificial, essas publicações acumulam milhares de visualizações e geram debates sobre como os alimentos devem ser utilizados e armazenados.
Criatividade Digital: O Fenômeno das Frutas e Verduras que Falam
Um exemplo marcante dessa tendência é um vídeo no TikTok onde uma banana se apresenta, afirmando: "Eu sou a casca de banana e não sou lixo. Me pique e jogue na terra que eu viro adubo poderoso para as suas plantas que estão lá morrendo." Com 159 mil visualizações, essa abordagem inusitada coloca os alimentos em um papel ativo, chamando a atenção dos usuários. No Instagram, um pão de forma também expressa seu descontentamento, destacando a mensagem: "Geladeira me deixa duro e sem graça. Meu lugar é fora, vivendo em paz."
Plataformas em Alta: TikTok e Instagram
Esses vídeos, que utilizam ferramentas como o Veo 3, uma IA do Google, estão se tornando cada vez mais comuns. O estilo de vídeos com objetos e alimentos antropomorfizados exige que os usuários reconsiderem práticas de conservação, mesmo que muitas informações careçam de respaldo científico. Com hashtags como #alimentosfalantes e #objetosfalantes, o fenômeno atinge um público amplo e variado.
Importância da Verificação das Informações
Apesar do apelo visual e do entretenimento, especialistas alertam para a necessidade de verificar as informações contidas nos vídeos. Angelica Mari, especialista em cyberpsicologia, observa que a apresentação de dicas por um aparelho "falante" pode gerar a falsa impressão de autoridade. "Alguns vídeos apresentam regras duvidosas sobre conservação de alimentos. É essencial checar a origem das informações", alerta Mari.
A Motivação por Trás da Tendência
O sucesso desses conteúdos pode ser atribuído à sua linguagem simples e acessível. Mari ressalta que as instruções simples são mais facilmente absorvidas pelo público em contraste com comunicados técnicos, como os do Ministério da Saúde sobre a higienização de alimentos. Essa estratégia lúdica incentiva o aprendizado de maneira envolvente.
O Impacto do “Brain Rot”
Os vídeos de alimentos que "falam" também se relacionam ao fenômeno conhecido como "brain rot", que descreve a sensação de fadiga mental gerada pelo consumo excessivo de conteúdos superficiais nas redes sociais. O termo ganhou notoriedade e foi eleito palavra do ano de 2024 pelo Dicionário Oxford, com cerca de 130 mil buscas. Conteúdos como "Tralalero Tralala", um tubarão usando tênis, e "Ballerina Cappuccina", uma xícara vestida de bailarina, são exemplos de como essa estética lúdica se popularizou.
Conclusão
Os vídeos de alimentos falantes mostram como a tecnologia pode ser utilizada de forma inovadora nas redes sociais. No entanto, é crucial que os usuários filtrem as informações recebidas e busquem fundamentos para as dicas que, às vezes, podem ser duvidosas.
Com informações de: G1.
