Bilionário de IA gera mal-estar na Igreja com palestra no Vaticano

Peter Thiel Gera Controvérsia com Conferência sobre Anticristo em Roma
O bilionário da tecnologia Peter Thiel está no centro de uma polêmica após iniciar uma série de palestras em Roma, discutindo temas relacionados ao anticristo. Os encontros, que ocorreram de 15 a 18 de setembro, geraram desconforto na Igreja Católica, especialmente pela proximidade do evento com o Vaticano.
Detalhes da Conferência
A conferência, intitulada "O Anticristo Bíblico", atraiu a atenção da mídia e de representantes da Igreja. Segundo o jornal "The New York Times", o crachá de identificação dos participantes reforçava o tema controverso. Ao menos um padre participou do encontro, o que acirrou a crítica de líderes religiosos.
Reações e Críticas da Igreja
Na véspera do evento, o padre Paolo Benanti, conhecido por aconselhar o papa sobre inteligência artificial, publicou um ensaio provocativo intitulado "Heresia americana: Peter Thiel deveria ser queimado na fogueira?". No texto, ele descreveu Thiel como um "teólogo político" que desafia os fundamentos da convivência civil moderna.
Além disso, a Conferência Episcopal Italiana também se manifestou contra Thiel, alertando que líderes de tecnologia não devem definir seus próprios limites éticos. A conferência defendeu que os governos têm a responsabilidade de garantir uma supervisão democrática das plataformas digitais e combater a desinformação.
O Interesses Religiosos de Thiel
Peter Thiel, cofundador da PayPal e da Palantir Technologies, tem ampliado seu interesse por questões religiosas e filosóficas. Ele já organizou conferências semelhantes em cidades como São Francisco e Paris, onde discute a possibilidade de um anticristo surgir em um contexto de um governo mundial singular.
Thiel utiliza referências bíblicas para justificar suas preocupações sobre os perigos do avanço da inteligência artificial, guerras nucleares e mudanças climáticas.
Conclusão
As palestras realizadas em Roma foram restritas a convidados, sem acesso ao público e à imprensa, e seu local não foi revelado. Segundo os organizadores, os participantes incluíam acadêmicos, profissionais de tecnologia e líderes religiosos, refletindo uma diversidade de opiniões sobre assuntos relevantes e contemporâneos.
Com informações de: "The New York Times".



