Redes sociais: 20% dos adolescentes na Austrália continuam a usar, mesmo proibidos

Proibição de Redes Sociais na Austrália: Adolescentes Desafiam a Regulamentação
Dois meses após a implementação de uma proibição que impede o acesso de menores de 16 anos a redes sociais na Austrália, um relatório revela que cerca de 20% dos adolescentes dessa faixa etária continuam usando plataformas populares como TikTok e Snapchat. Essa situação levanta questões sobre a eficácia dos mecanismos de verificação de idade adotados pelas empresas.
Impactos da Proibição nas Plataformas
A proibição, que entrou em vigor em dezembro do ano passado, parece ter gerado uma queda no número de jovens entre 13 e 15 anos que acessam essas redes. No entanto, um levantamento realizado pela Qustodio, empresa especializada em controle parental, indica que mais de 20% dos adolescentes ainda utilizam os serviços, evidenciando a dificuldade em restringir o acesso.
Eficácia dos Mecanismos de Verificação
Os dados apresentados pelo relatório são alguns dos primeiros a examinar as mudanças comportamentais dos jovens desde a aplicação da nova legislação. O governo australiano e instituições acadêmicas estão monitorando o impacto da proibição, mas ainda não foram divulgados resultados concretos. A Qustodio ressalta que, entre as crianças cujos pais não bloquearam o acesso, um número considerável continua a utilizar plataformas restritas mesmo após a implementação da regra.
Multas e Repercussões
A norma exige que redes sociais como Instagram, Facebook e TikTok impeçam o acesso de menores de 16 anos. Caso contrário, as plataformas podem enfrentar multas de até US$ 35 milhões. Um porta-voz do eSafety Commissioner, o órgão regulador da internet, afirmou que a entidade está ciente das ocorrências onde menores continuam acessando as redes e está trabalhando ativamente com as plataformas para identificar e corrigir possíveis falhas no sistema de verificação de idade.
Contexto Global
A proibição na Austrália segue uma tendência mundial, em que diversos países buscam regulamentar o acesso de crianças às redes sociais. A situação levanta debates sobre a necessidade de uma abordagem mais eficaz para proteger os jovens na era digital.
Com informações de: Reuters



